Julho registrou o melhor resultado do ano para o saldo de empregos gerados no Ceará. Foram criadas 7.946 novas vagas, o que representa a diferença entre 39.425 admissões e 31.479 desligamentos, no mês. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho (MTE).
O saldo é o terceiro melhor da região Nordeste, atrás de Pernambuco (9.946) e Bahia (10.629). Entre todos os meses de julho, da série histórica, iniciada em 1999, este é o terceiro melhor resultado, perdendo para igual mês em 2009 (9.523) e 2008 (10.629). No País, é o oitavo maior desempenho.
O presidente do IDT (Instituto de Desenvolvimento do Trabalho), Francisco de Assis Diniz, diz que o mercado de trabalho em julho "consolida o crescimento da economia".
Ele explica que julho, frente aos dois anos anteriores, sofreu impacto da "antecipação de contratação". "Em 2008, abril, maio e junho não tiveram taxas superiores a de 2010". Ele diz ainda que o "padrão vai ser manter" para o meses seguintes, o que significa continuidade do aquecimento do mercado.
Nos sete primeiros meses do ano, o mercado de trabalho formal no Estado acumula saldo de 38.056. É o melhor resultado, para o período, na série histórica do Caged. No Nordeste, é o segundo melhor saldo, atrás da Bahia (69.471). No País, é o nono maior. O saldo dos sete primeiros meses do ano no Estado corresponde à diferença entre 255.886 admissões e 217.830 demissões.
Nos 12 meses, encerrados em julho, o Estado registra 87.796 novas vagas, recorde para o período na série histórica. É o segundo melhor saldo do Nordeste (Bahia lidera com 107.751) e o oitavo do País.
Entre os setores, a indústria de transformação registrou o maior saldo em julho (2.840 novos empregos), seguido pelos serviços (2.482), construção civil (1.453), agropecuária (544), comércio (439), administração pública (152), extrativismo mineral (44). Na análise dos sete primeiros meses, o setor de serviços lidera o saldo do emprego (14.898), seguido pela construção civil (12.599), indústria (9.010), comércio (4.096), administração pública (698) e extrativismo mineral (126).
O presidente do IDT afirma que, na indústria, os setores têxtil, calçados e vestuário estão, preparando estoque para o fim do ano. Além disso, o mercado está aquecido pelo adiantamento do 13º salário, reajustes salariais acima da inflação, favorecendo a ampliação do consumo.
Fortaleza
Entre nove regiões metropolitanas, Fortaleza é o quarto maior saldo em julho (6.135), o melhor do Nordeste.
NÚMEROS ROBUSTOS
País também anota recorde no ano
A meta do governo é chegar a 2,5 milhões de vagas com carteira neste ano, já descontadas as demissões
Brasília - O Ministério do Trabalho informou ontem que o saldo líquido de empregos criados com carteira assinada no País em julho foi de 181.796 vagas, de acordo com o Caged. Com o resultado de julho, a geração de vagas de emprego superou as demissões em 1.655.116 postos formais de trabalho desde janeiro de 2010, valor recorde para os primeiros sete meses de um ano desde o início da série histórica, em 1992. A meta do governo é atingir 2,5 milhões de empregos novos com carteira assinada este ano, já descontadas as demissões.
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse que prevê números robustos para o mercado de trabalho formal até o final deste ano. "Teremos recordes sucessivos (na geração de emprego) para o mês até o final do ano", afirmou. Segundo ele, os números serão positivos porque a indústria já está superando a capacidade de produção e o mercado consumidor também continua forte. Habitualmente, Lupi costuma fazer críticas a elevações de juros pelo Banco Central, mas dessa vez ele fez referência direta ao presidente da autoridade monetária. "Até Henrique Meirelles está otimista. Se ele está otimista, estou no céu", comparou.
Lupi avaliou que os números de julho mostram uma certa acomodação do setor em um patamar elevado. Em números absolutos, o montante de 181.796 de vagas em julho é superior ao registrado em idêntico mês do ano passado (138 mil vagas líquidas), mas inferior ao saldo de empregos formais verificados em junho (213 mil). "Mesmo não sendo um recorde para o mês, é um número muito próximo aos recordes", afirmou. Ele se referia ao saldo de 203 mil vagas criadas em julho de 2008 e de 202 mil postos de trabalho obtidos em julho de 2004 - os números mais robustos para o mês da série histórica.
Destaque nos setores
No mês passado, o setor de serviços foi o que registrou o maior saldo de criação de empregos formais, com 61 606 novas vagas, recorde para julho. "O bom resultado está ligado ao período de férias, que tem grande contratação em serviços como restaurantes e hotelaria", disse Lupi.
No período, o saldo de contratações da indústria de transformação, que paga os melhores salários, foi de 41.530 vagas. "O emprego no setor de serviços está crescendo mais porque, ao contrário da indústria, normalmente demanda menor especialização", acrescentou.
Segundo o ministro, as 38.382 vagas criadas em julho na construção civil, também recorde para o mês, refletem a demanda do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, além do PAC e outros investimentos privados.
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